
Em setembro, o proibido é leitura liberada no Entremeios. Escrita biográfica, diário, invenção e autoreflexão rondam a escrita ficcional de “Caderno proibido”, de Alba de Céspedes, que é a próxima leitura do grupo de leitura e estudos.
Grupo dedicado à leitura compartilhada de textos literários e manifestações poéticas criado pela professora Vanessa Cardozo Brandão (Departamento de Comunicação Social – UFMG)

Em setembro, o proibido é leitura liberada no Entremeios. Escrita biográfica, diário, invenção e autoreflexão rondam a escrita ficcional de “Caderno proibido”, de Alba de Céspedes, que é a próxima leitura do grupo de leitura e estudos.

Próxima leitura do Entremeios: Asma, de Adelaide Ivánova.
“É da tessitura de contrapesos e miudezas que Adelaide Ivánova tece esse Asma – um livro que parece ter sido escrito com um punhal lustrado com óleo de carnaúba, temperado no sereno das noites solitárias do Brasil. Por ele ecoam (contundentes, sacanas, cortantes, despudoradas, transgressoras) múltiplas vozes de mulheres brasileiras; ora sibilinas como muxoxos, ora gritadas como berro saído das matas pernambucanas do Catucá, feito cabras parindo revoluções nas encruzilhadas que do Tejucupapo serpenteiam as bordas da Paraíba”. Luiz Antonio Simas, na convidativa orelha do livro.
Comece sua leitura, em breve teremos a data do nosso encontro de agosto!

A leitura de junho é de um texto peculiar, em vários sentidos – “Recitatif” é o único conto escrito pela romancista e editora Toni Morrison. A primeira escritora negra a se tornar vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1993 – um reconhecimento à importância de sua obra literária com 11 romances publicados de grande repercussão -, Toni Morrison foi ainda editora da Random House por mais de duas décadas e ajudou a dar relevo a autores afro-americanos. A leitura é curta e breve de “Recitatif” é exemplar de uma escrita breve, feita para ressoar nas leitoras e leitores.
Memória e escrita por uma das maiores artistas de nosso tempo – no dia 29 de maio de 2026, o Entremeios conversa sobre “Pão dos Anjos” de Patti Smith. O encontro será online às 17h. Para receber o link de participação, envie seu e-mail para vcbrandao@ufmg.br ou entre em contato por DM no nosso perfil no Instagram, @entremios.ufmg

Os grupos Neepec e Entremeios convidam para a Aula Aberta “Combater a CISheteronormatividade, TRANSformar as Humanidades” com a pesquisadora Dra. Michele Pires Lima (UnB/ UFAM) na sexta-feira dia 8 de maio às 14h no Auditório Bicalho (1 o andar da FAFICH). É destinada a toda a comunidade discente e docente do PPGCOM UFMG e da FAFICH UFMG, tem entrada franca e emissão de certificados de participação. O evento tem apoio do PPGCOM UFMG e da Capes.
Esta aula aberta tem por objetivo dialogar e refletir sobre os impactos da cisheteronormatividade, sistema de opressão e hierarquização social, nas experiências de sujeitos e sujeitas dissidentes sexuais e de gênero, ao mesmo tempo que mantém em condições de privilégio e poder um conjunto de pessoas que se beneficiam da estrutura cisgênera e heteronormativa da sociedade brasileira. Visa propor alternativas de mudança de paradigma nas ciências humanas, em especial na comunicação social, como forma de combater o sistema cisheteronormativo na produção do saber e no ensino, demonstrando a urgência de incorporação da produção intelectual transfeminista e transmasculina, a valorização da diversidade humana e os direitos humanos.
A realização é uma parceria intergrupos e interlinhas de pesquisa do PPGCOM UFMG, o Nepeec, coordenado pelos Profs. Drs. Juarez Guimarães Dias e Carlos Mendonça da Linha Textualidades Midiáticas, e o Entremeios, coordenado pela Profa. Dra. Vanessa Cardozo Brandão da Linha Comunicação, Territorialidades e Vulnerabilidades.

Michele Pires Lima é Doutora e Mestra em História Social e tem Licenciatura em História pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É a primeira travesti a defender o doutorado na UFAM com a inovadora tese “Sob o espelho de Oxum: afetos, maternagem e ações sociopolíticas de Mulheres Lésbicas Negras e Afro-indígenas em Manaus/AM (1992-
2020)”. Atualmente realiza Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Direito da UnB. É pesquisadora do Instituto Leônidas e Maria Deane ILMD/Fiocruz Amazônia, e do Núcleo de Pesquisa em Tecnologias, Subjetividades e Decolonialidade (UEMG). Integra o Grupo de Estudos Históricos do Amazonas (UEA) e o Grupo de Pesquisa Sujeições e Subjetivações no Direito (UFF). Integrou o Grupo de Trabalho Memória e Verdade Histórica LGBTI+ do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania e compõe a Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (ASSOTRAM).

No primeiro encontro de leitura de 2026, a autora Flávia Péret esteve com o grupo de leitoras e pesquisadoras para conversar sobre seu livro “Coisas presentes demais” (Editora Relicário, 2025). A obra, que registra de modo sensível como a autora se aproxima da avó diante de seu diagnóstico de Alzheimer, faz da escrita um espaço não apenas de reconstituição da memória, mas também do aparecimento da avó diante da neta, e da neta escritora diante da avó. A conversa foi cercada de reflexões pessoais das participantes, sobre luto, memória e esquecimento, a complexidade das relações familiares e o encontro consigo mesma diante da “outra necessária” (Adriana Cavarero, 2025), para quem narrar significa aparecer e (se) ver no mundo não a partir de si mesma, mas a partir da outra presente diante de nós.
Memória, ausência e escrita são temas do livro de Flávia Pèret publicado pela Relicário Edições. “Coisas presentes demais” (2025) traz textos da autora escritos a partir das experiências vividas com a avó com Alzheimer. Essa é a leitura do primeiro encontro do Entremeios em 17 de abril de 2026, às 14h30. O encontro acontecerá online e para participar solicite o link pelo contato do site ou mensagem direta no nosso perfil no Instagram.

O tema de 2019 é o Amor na Literatura. E continua com a leitura de “Poemas malditos, gozosos e devotos”. O conjunto de poesias de Hilda Hilst expressa o amor de forma pouco usual – sagrado, maldito, devoto, desesperado, angustiante… mas chega de adjetivos, que nunca darão conta da escrita sensual e devoradora de Hilda Hilst. Só lendo. Vamos, então.

No segundo encontro do Entremeios em 2019, continua nossa conversa sobre o tema “Amor”, através da literatura. Esse sentimento que mostra que o caminho para ser feliz pode estar fora de nós… Depois de “O conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago, a leitura da vez é a de “O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe.
Leitura talvez um pouco como o amor: simples e profunda, intensa e necessária.
Segundo encontro, em 07 de maio: “O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe
É pra inspirar. É pra expirar. É pra mostrar que o pulso ainda pulsa e que, sim, estamos vivos.
Terça-feira, 11h20, no ComuniCA UFMG

Está retomada a agenda de encontros de leitura compartilhada do Entremeios – costuras entre mídia e literatura 2019. Sabe qual o tema das leituras do primeiro semestre?
AMOR
Esse sentimento que mostra que o caminho para ser feliz pode estar fora de nós… leituras urgentes, necessárias.
– Primeiro encontro em 09 de abril: “O conto da Ilha desconhecida”, de José Saramago
– Segundo encontro, em 07 de maio: “O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe
– Terceiro encontro, 04 de junho: “Flores Azuis”, de Carola Saavedra
–

Quarto encontro, 02 de julho: “Me chame pelo seu nome”, de André Aciman
É pra inspirar. É pra expirar. É pra mostrar que o pulso ainda pulsa e que, sim, estamos vivos.
Sempre às terças-feiras, 11h20, na Fafich (3o andar – sala do ComuniCA – Centro Acadêmico dos Cursos de Comunicação Social)